quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Bela, caçadora e usurpadora

O que me perturba  
É ter essa distancia  
Nos separando.
Você não vem 
Ao meu encontro 
E o tempo vai passando. 
Quase não sinto 
Você em mim. 
Mas sinto-me 
Em você tao distante 
Que a solidão  
Já vem me abraçar. 
Abraço minha morte 
Para que em qualquer 
Lugar em mim 
Você também padeça. 
Hoje tenho na certeza 
Que não é minha 
A convicção de não passar
De passado pra você.
Não quero continuar
A me iludir com seu charme
Agressivo e suas palavras
Mansas e levianas
De mulher inteligente.
Encantadora e bela caçadora,
Usurpadora da embriaguez Daquele
que é segundo plano.
Amiga da vaidade
E dos enganos,
Perca-se em meus braços 
Cigana dos corações alados
E afoitos por seus pecados. 
Cobrir seu anseios 
Contornando seus traços 
Com as mãos, 
Cobrindo seus lábios 
Com os meus. 
Não me deixes 
Para depois 
Vem agora 
Para sermos 
Um os dois 
Mesmo que sejas 
Por uns minutos 
Ou dois.

2 comentários:

  1. o poeta despertou! :)

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  2. Veja lá no Escritora de 1° viagem, te indiquei para o Prêmio Dardos.

    Beijão!

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