segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Inevitável

Não sei o que faço
Se permanece deitado
Logo levanto-me

Se escrevo uma linha
Berro a dor de um livro
Que não existia

Negativa das escolhas
Nada possui
Não é unica palavra

Ouvida e pronunciada
Tanto faz
É por ai que não vai

Sempre vai
Para algum lugar
Haverá de ir

Tentar consertar
Algumas mascaras
Irão cair

Se levantar com a cicatriz
Outras de algum modo
Irão persistir

Se for impossível
Ninguém irá
Desistir

Amanhã Quem Sabe Outro Dia

Só por hoje vou falar tudo que quiser ouvir
Só por hoje vou falar tudo que quiser falar
Que é pra ficar gravado na alma
O quanto odeio amar

E quando desse sentimento livrar
Não mais quero o achar dessa forma
Que avassala
Sem perguntar vai se embora

Perto de mim você mora
Já me conhece como poucos
Se mando embora
Fica mais um pouco

Não aguento isso assim
Quem sabe essa malária
Ainda me mata
E vou te ver na linda alvorada

Pergunto olhando para o teto
Porque tem que ser assim
Tudo longe de mim
 

Amor ou Ilusão

O que faço
Se viro logo
Quero de ti
Abraço

Com laços
Enrolados
Nós dois
Em um

Amor comum
Simples da gente
Que quer felicidade
Sem pesar cabeça

Rolando em esteiras
Vem puxada pelas
Mãos e pernas
Em minha direção

A que sujeito rude
Que não se cansa
De ver esperança
Onde não há

Que triste sorte
Seu coração
Ser tão forte
Se esquece logo

Então fala razão
Que deixa-me
Com cara no chão
Foi amor ou ilusão

sábado, 24 de setembro de 2011

AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH

Eternizada

Não é possível conceber
O porquê
Mas sumir de você

Não vou correr
Não vou esconder
Não vou lhe dizer

Ontem você era
Impossível
Hoje torno-me invisível

Pra ficar gravado até aqui
O que fiz comigo
Sonhando de cabeça em livro

Apenas histórias passadas
Que agora me gritão
Eu eternizo...

Lembro-me que preciso
Sem Ár
Padeço
Não vivo