sábado, 24 de setembro de 2011

Revogação dos Direitos

Solitários caminham entre
Florestas de maravilhas,
Contemplando a criação
Que tem duvidas sobre

Procedência...

Queima na fogueira
Das trevas que gera
Em ventre sagrado
Concebendo a luz

Negras, porém...
Boas ou más?

Quem à de duvidar?

Qual propósito está
Em linhas longínquas 
De lógicas, sem contestar
Criação negra pra escapar

Fardo pesado é a culpa
Que não admite quanto 
É capaz de tantos feitos,
Não vou revogar.

A sabedoria plana prevê
Distúrbios diversos,
Longa capacidade 
Em aprender...

Nada é limitado,
Tudo se ultrapassa,
De onde vem a desdita?
Escondida dentro do centro...

Imperfeito,
Com tudo grato.   

A evolução é constante
Olhe em sua câmera lenta,
Perceba o quanto ainda floresce...

Passos são dados constantemente
A divindade de sua concepção 
É ainda maioral do que julga.
Pena é não se dar conta.

Não é de nossa conta 
Se, fechas os braços,
Fizemos do mundo
Laboratório 

De ratos... 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sonho e Pesadelo

Nada é...
Nada foi...
Sem significância,
É para você o amor.

Insinua, culpa a todos
E todos tem a culpa,
Sem a ter, já que és
Do modo que pensas.

Não quero causar todas duvidas,
Sou causador em partes, pois,
Em partes, você já sabe o que é...

Assim tão logo eu pensava...

Não esperava dos contratos assinados
Ter que rasga-los e fazer não existir.
O sonho é meu, só eu posso me iludir.

Mas também sei quando é amar,
Sem saber completo, porque nada sei.
Até pensei que você o soubesse,
Talvez até se eu o dissesse,

Que honra eu teria?

Alçado em meu cala bolço
Sofro em dobro, por não desistir.
Luta incessante, que move-me
A viver.

Sem essa presença eu posso viver?

sábado, 17 de setembro de 2011

O Dr. e o Povo

As vezes me deparo
Com tanta negação
E nem me dou conta
Que vêm todas d'mim

Querendo descobrir
Como posso falar sim
Se a todo tempo o não
Está presente

A minha negação
Não faz estação
Mas derruba minha
Morada amiga

Alguns momentos de alegria
Agora quase artificial segurada
Por novela da vida corriqueira
Um salto a beira... Colapso

Nosso grito já não é o mesmo
E vemos nos servindo de veneno
Reproduzindo sem enganos o valor
De cada artimanha em manga

Engrandecendo a cada dia a sede
Da necessidade reluzente sem dor
Em flor se vê a leveza rara da paz
A conjugação da calma em alma

Aquela sobriedade adquirida
Somente nos confortáveis seios
Que a figura veio a entonar
Em valsa de seu jeito

Conduzindo todos ao som
Melódico de desespero
Convertendo letras
Em ardor

Amar Vil



Palavras de sentimentos

Mesmo que significativas

Não são validas

Trazem incertezas



Descartas na mesa

O que convêm

Sem asneiras

E as beiras



Se segura na saia

Escaldante

Toda envolvente

Estimulante



Olhos carnívoros

Sedentos de amor

Quer lhe despir

Seduzi-la com encanto



Amar sem prantos

Amar como tantos

Amar sem "santos"

Amar como amamos

Não Contextualiza

Como amamos?

Existem sem planos
Viver um amor sem
Enganos amamos
Inocente

A felicidade um
Depende duas
Sem perdões
Com mascaras

Não é um circo
Mas meu coração
Palpita cego cativado
Em emoção perante

Quadro

Na parede que marca
Saída para um voo
Insólito de sonhos
Possíveis

Nenhuma palavra
Contextualiza