sábado, 17 de setembro de 2011

Não Contextualiza

Como amamos?

Existem sem planos
Viver um amor sem
Enganos amamos
Inocente

A felicidade um
Depende duas
Sem perdões
Com mascaras

Não é um circo
Mas meu coração
Palpita cego cativado
Em emoção perante

Quadro

Na parede que marca
Saída para um voo
Insólito de sonhos
Possíveis

Nenhuma palavra
Contextualiza

Já Não Me Permito

Já não me permito
Dizer qualquer palavra
Qualquer verdade
Qualquer 'mentira"

Estou cansado de aceitar
Hipocrisia que me persegue
Não saber o que fazer
A cada novo momento

O que fazer de mim

Lutando como tanta gente
Tantos tentam não entendem
Tanto sabem sentem
A mente cria o bem

Cria o mau também

Não é diferente pra mim
Muito menos pra você
Que olha da TV o que não
Deveria aprender

Violência e insolência

Criada por nossa própria
Sociedade
Anti social eu que não me
Dou com vizinhos

Mas engano a mim mesmo
Escondendo aquele menino
Tão "puro" e "meigo"
E não confunda olhos alheio

Todos tem os seus preceitos
Princípios construídos
De seus alimentos filtrados
No tempo

E no mesmo corrompido
Tudo escarnece
Torna-se meramente
Borra

Direito Algum

Anda na mão da contra mão
Não sabe pra onde vai
Caminha inverno
Hoje tem cara de verão

Não tem horas
Não tem coração
Gelado é o inverno
D'outra estação

Cumpriu ao acaso certo
Esperava uma reação
De nada nunca valeu
Seu inverno quente

Em um coração

Amargurado na primeira
Impressão
Infestado de objeções
Sem direito a decisões

Cada ato um passo
Uma imputação 
Sem perdão, salvação
Por si só condenação

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

As Flores do Mal

MADRIGAL TRISTE

I

Que me importa que saibas tanto?

Sê bela e taciturna! As dores

À face emprestam certo encanto,

Como à campina o rio em pranto;

A tempestade apraz às flores.

Eu te amo mais quando a alegria

Te foge ao rosto acabrunhado;

Quando a alma tens em agonia,

Quando o presente em ti desfia

A hedionda nuvem do passado.

Eu te amo quando em teu olhar

O pranto escorre como sangue;

Ou quando, a mão a te embalar,

A tua angústia ouço aflorar

Como um espasmo quase exangue.

Aspiro, volúpia divina,

Hino profundo e delicioso!

A dor que o teu seio lancina

E que, quando o olhar te ilumina,

Teu coração enche de gozo!



II

Sei que o peito, que palpita

À sombra de amores passados,

Qual uma forja ainda crepita,

E que a garganta enfim te habita

Algo do orgulho dos danados;

Mas enquanto, amor, no que sonhas

Do inferno a imagem não for dada

E dessas visões tão medonhas,

Em meio a gládios e peçonhas,

De pólvora e ferro animada.

Sempre de todos te escondendo,

Denunciando em tudo a desgraça

E à hora fatal estremecendo,

Não houveres sentido o horrendo

Aperto do asco que te abraça,

Não poderás, rainha e escrava,

Que apenas me amas com pavor,

Nos abismos que a noite escava,

Dizer-me, a voz trêmula e cava:

"Sou tua igual, ó meu Senhor!"



                             Charles Baudelaire


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Em meu desejo enlouqueço

Não desejo buscar 
Esquecer-te
Mas sim te amar a 
Cada milésimo de
Segundo mais e mais

Não à venerarei 
Noite dia como rainha
Pois pra mim será 
Minha eterna princesa

Cativarei do principio 
Passando ao meio
Até lentamente 
Chegar ao fim

Tu és meu desejo 
Mais profundo

Durante noites navego 
Em navios náufragos
Observando aquilo que 
Não pode ser meu

Os dias nos mostram 
Suas varias faces
Levando nossos 
Desejos as traças

Morrendo as ultimas 
Sementes de um amor 
Talvez platônico 
Por vezes doentio

Carregado de confusões...