sábado, 27 de agosto de 2011


Compenetrado na lua 
Que foge para o longe de tudo, 
De si mesma, privando-se em oculto. 
Passagem entre nuvens que a cercam 
Como a mascara perfeita de cada dia. 
Não se esconde por querer, mas por temer. 
Até mesma para aquela que esconde-se 
Existe segredos a serem descobertos. 
Confundindo-se nas palavras ouvidas e 
Por si ditas, explorando fatos e atitudes.
Insígnia de lados iguais separando-se 
Por eventos impostos antes do enlaço.
O calendário é marco, não fugimos.
Abstenhamos.      

domingo, 21 de agosto de 2011

Não é a Clarisse... É apenas minha dor.


"Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e
Os calmantes não fazem mais efeito

Clarisse sabe que a loucura está presente..."
Renato Russo

Unica

Tantas bocas já beijei 
Tantos gostos já senti 
Tantos abraços abracei.
Enlacei o que vivi sem viver. 


Em tudo isso não tive a graça
De possuir em veracidade 
Aquela cara metade. 


Por isso transporto-me 
Em palavras envolventes 
Tapando meus sentimentos,
Escondendo minha vida da vida.


Trancando-me nessa existência vazia. 
Vazia de você, sem você. 
Com você longe de mim.


Onde nada se compara
Nem o beijo, gosto e abraço


Unica!
Unica!


Essa é a palavra.

Grande autor

"Bem... eu sempre achei que toda 
confissão não transfigurada pela 
arte é indecente. 
Minha vida está nos meus poemas, 
meus poemas são eu mesmo, 
nunca escrevi uma vírgula que 
não fosse uma confissão".


"A poesia não se entrega a quem a define."
"A felicidade bestializa. Só o sofrimento humaniza as pessoas."


Mário Quintana


O Teatro Mágico

Amadurecência

Composição: Fernando Anitelli

Senhoras e sem dores,
Respeitável público pagão,
Bem-vindo ao Teatro Mágico.
Parto-me.
Parto-me.
A poesia prevalece.
A poesia prevalece.
O primeiro senso é a fuga.
Bom, na verdade é o medo,
Daí então, a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude,
Uma alteridade disfarçada,
Inquilina de todos os nossos riscos,
A juventude plena e sem planos se esvai
O parto ocorre.
Parto-me. Parto-me. Parto-me. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias.
Flagelo-me.
Exponho cicatrizes.
E acordo os meus, com muito mais cuidado,
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia nunca não passar,
O ser vil que passou para servir,
Pra discernir, harmonizar o tom.
Movimento. Som.
Toda terra que devo doar.
Todo voto que devo parir.
Não dever ao devir,
Nunca deixar de ouvir,
Com outros olhos!
Com outros olhos!
Com outros olhos!



De tão bom, sinto vontade

de acrescentar todo o segundo ato.