sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Momentos


Tenho surtos que não compreendo, 
Vejo-te passar por mim a todo o momento.
Cheiro do seu corpo sinto 
Em minhas mãos sedentes por lhe tocar.
Em minha cama vazia de sonhos dos 
Quais eu deveria estar, 
Vejo cheia de mim em pensamentos 
Que não me deixam acordar.
Perturbado escrevo tudo o que não 
Deveria contar, mas conto 
Para que minh’alma possa se aliviar.
Passo a gritar mais alto, 
Mas você não se da conta 
Do que quero alcançar.
Espero os ponteiros se encontrar 
Para no instante seguinte tentar fazer chegar...
Minha insanidade nos dedos 
De o desabafo tentar me acalmar. 

O poeta e o amor


O poeta só existe por um amor que não existe.

 Que nunca poderá existir, pois ou, existe um ou outro.

O poeta não existe sem o amor não correspondido,

 Mas o amor só pode existir na ausência do poeta.


E o poeta mente pra esquecer a dor que sente.





Toda essência orvalhada em pureza sem distinção e mesmos anseios.
Impetuosa a Concupiscência exposta na cara,
Afectando e testando sua força.
Testes que sanam duvidas de si mesmo e entregam santidade.
Exploração do ser que nada sabe sem saber,
Procura alívio pra ferida d’ alma
É com sentimento!
Não razão!

Aproximasse da essência que envolve ofegante em prazer.
Declinasse sobre a pele sedosa e suave
De um balsamo confortável.
Que abala!
Alegra casa, alegra família rabiscando paredes,
Que vê em caras a existência que
Ambos duvidam...
Amor.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Palavras pesam

Pesa as palavras dos fiéis amigos
Medo de que estejam certos sobre tudo...
Sobre eu...
Sobre tu...
Sobre ele...
Sobre nós...
Sobre vós...
Sobre eles...
Não quero acreditar...
O tempo passa o silêncio nos diz
O que por vezes não queremos ouvir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Perdido dentro de mim

Sento-me nos cantos das paredes 
Para esperar que tudo passe.
Escondo-me dentro de mim 


Procurando saber se fora um erro, 
Surto, momento, desentendimento,
Entendimento, ilusão, fato, desprendimento,
Fortalecimento... Paixão... Amor...


Onde nem todos podem ser contemplados 
Com a sinceridade...
Por não sabermos ser sinceros o suficiente.


Meus caminhos encheram-me de marcas 
E levam-me por esses até onde não posso
Enxergar... 


Cega-me de uma ou outra maneira, 
Já não sei por onde caminhar.


Nunca tem um alivio, paz que preciso.
Meu coração sempre está partido.