terça-feira, 26 de julho de 2011

Lua (2)

A lua encontrasse bela
Como todo sempre,
Mas hoje algo nela atrai-me
Docemente com seu sorriso.
Sorriso que me aguarda.
Eu a ela quero estar petrificado
Sedento veementemente em prazer.

(Mais um trago de preto gelado
E volta)...

Ela pensa em esconder-se,
Mas pouco foge aos olhos.
Voltando a cada instante,
Para os braços errantes.

Levasse tempo para conquistar
Sua confiança com todo merecer.
Se faz pensando em conjunto
Razão/emoção seguirá com dedicação.
Infinita são lições da vida,
Essa permite a todos vencer.

Lutas e lutas infindáveis contra
Próprios demónios, se é que os tem.
Embriagues ou sobriedade
Já não esconde fatos.
Encará-los de frente é fardo,
Mas não pesado e necessário.

O permitido estas em mãos
Liberta da cruel enganação.
Enganação do que vaga,
Enganando a si, como fosse
Normal situação ocorrida.

Sentidos apostos ao
Que acontece por acontecer.
Já tantas vezes repetidas,
Ouça quantas vezes necessárias.
Tudo acontece por que tem de ser.
23-07-2011

O poeta grita

Sou poeta que grita
Entre milhões de vozes,
O seu nome da porta à chamar...
Repito a todo amanhecer
Até outro e outro de novo.
Confesso estar abismado
Com todos fatos...
E a seqüência que ocorrem.
Tento me fazer de igual.
Aliviar do fardo
Qualquer que carregue,
Pesar em outros até
Reconhecer quanto suporta.
Serão duas partes frágeis
Em mesma situação.

Difícil

Perco-me numa confusão inevitável,
Despedaço mundos paralelos em incertezas.
Afogo-me nas alegres momentaneidades
Que o tudo pode oferecer-me repleto de restrições.
Ponho-me a risco de fogo cogitando soluções vagas.
Raiva no que sente, porque sente o fato de não
Passar meramente de sonho ao acaso.
Egoísta sendo um, sendo dois, todos tem um pouco.
Devesse levar conta de que alguém à de saborear
Sofrer de horas percorridas em batalhas para final de nada.
Cingisse da verdade e viva por uma grande liberdade,
Falsa prisão agonizada em conhecimento.

Tapas...

Sinto na culpa de minhas intrigas,
Vontade de me bater.
Tapas na cara de minha ignorância
Que já não sabe o que fazer.
Traços de leviandade levados
A serio com furor.
Se derrubo goela abaixo
Algumas palavras, perdoem-me,
Pois vai além de vossa concepção
Sem desmerecimento.
Quando escuta um nada,
Tem na certeza haver qualquer coisa.
Entregue a troca de gritos diretos,
Que presos a preceitos, encontram-se.
Vontade de me bater com força,
Tapa na face de minha santa ignorância.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O ser egoísta

Vivo ao meio de minhas aberrações.
Horrorizado com minhas próprias criações,
Das quais nem me dou conta de as ter criado.
Criações que servem somente para satisfazer
Esse meu ego egoísta e incapaz de ser...
Ser...
Ser...
Porque tantas perguntas e ainda continuo a perguntar.
Não seria melhor apenas ir, vir, voltar e continuar.
Tom de interrogação, sem afirmação,
Sem negação ou pergunta real.