Sinto na culpa de minhas intrigas,
Vontade de me bater.
Tapas na cara de minha ignorância
Que já não sabe o que fazer.
Traços de leviandade levados
A serio com furor.
Se derrubo goela abaixo
Algumas palavras, perdoem-me,
Pois vai além de vossa concepção
Sem desmerecimento.
Quando escuta um nada,
Tem na certeza haver qualquer coisa.
Entregue a troca de gritos diretos,
Que presos a preceitos, encontram-se.
Vontade de me bater com força,
Tapa na face de minha santa ignorância.
Vivo ao meio de minhas aberrações.
Horrorizado com minhas próprias criações,
Das quais nem me dou conta de as ter criado.
Criações que servem somente para satisfazer
Esse meu ego egoísta e incapaz de ser...
Ser...
Ser...
Porque tantas perguntas e ainda continuo a perguntar.
Não seria melhor apenas ir, vir, voltar e continuar.
Tom de interrogação, sem afirmação,
Sem negação ou pergunta real.
Palavras nem sempre são só palavras...
E a quem o diga que nada existe,
Cegueira da visão que nos fere.
Palavra pura não compreendida,
Estendes o braço a quem é alegria.
Céus despedaçados no escuro profundo.
Lua que não se move, sol que persegue-a,
Ao longe com clamor.
Estados diversos de agonia se misturam.
O desespero outrora sentido já não é mesmo.
Move-se ao chão, estacas perfuram seu meio.
Em triste pranto calado fica.
Sente dor da mascara que agora veste
Para encarar um outro lado esquecido.
Fingir que nada se passou e que tudo
Não passou de um maldito sonho.
Caído está sem saber como se levantar,
Punhos estremecidos clamam ao fim chegar.
Acredita que nele nada terá,
Esvaecido fica.
Não toque, não fale nada...
Deixe a sua dor com ele, mais nada.
Vamos brincar de esquece?
Você me esquece,
Eu te esqueço.
Parece ser tão fácil
Quando apenas se fala.
Vejamos como seria na pratica...
O evitar de conversas, de troca...
Troca de ideias, de olhares...
Atenção que não se desvia com pouco,
Mas que ao passo se aumenta.
Desejos que não são vão,
Nem em vão.
Tudo soa como barulho de trovão
Ao coração que não regula razão.
Explode em gritos que de nada adianta.
E ainda ouço pergunta,
Do que resolveria então?
Não sabe o que preciso?
Não sabe o que quero?
Porque pergunta tantas vezes?
O que quer que eu faça,
Se nada tenho a fazer...
A não ser me entregar ao fim...
Já que nada adianta.
"Não me preocupo
Se não sei porque..."
Unica certeza é ter você.