segunda-feira, 18 de julho de 2011

Falo, falo sem parar...

Falo, falo sem parar...
Porque minha alma inquieta,
Alavanca-me com grande impulso,
Para o mais glorioso entender.
Me solto conduzido por sinais
Jamais sentidos.
Cenas de acontecimentos que não
Estrelam em filmes.
Veja ao que dispostos estão
Procurando uma solução cabível,
Mas quem se encarrega é o tempo.
Dono da verdade em que se rende.
Declino-me ao florescer da magia,
Em alegria surge cheia de vida.
Escolho os melhores dizeres para
Em seu belo coração fixar.
Falo, falo sem parar...
Falo porque em espera tenho pressa,
Esses ponteiros que não se movem
Enlouquecem-me...
Adianto-me na intenção de tão logo
Ter braços e mãos tocando os meus,
Línguas e lábios entrelaçando-se
Fazendo esquecer-se em corpo vibrante.
Falo, falo sem para...

domingo, 17 de julho de 2011

Apelo a lua

Lua gritante quando surge 
De longe me chama e sinto.
Sinto no pulsar de brilho 
A força que liga tão semelhantes.
Encontro em sua presença abrigo.
Força de espírito que mostra-me 
Caminho, caminho ao findar de angústias.
Aprendizado e incentivos a criação arte,
Infinita inspiração de todos voares. 
Para lua quero entregar todos meus segredos,
Descobrir juntos o que ainda está em oculto.
Não calarei boca, sempre direi...
Preciso de você!!!
Lua bela e formosa
Na sua sabedoria me embeveço. 
Preciso!
Preciso!
Preciso!

sábado, 16 de julho de 2011

Já desiste de tantas coisas, mas disso não posso nunca.

Não posso desistir do que acredito.
Luto com unhas e dentes mesmo que pareça impossível.
Não vou deixar que vá embora até convence-lá de que é...
É a lua que me faz existir, em fases diversas vou lhe sentir.
Perto ou longe como agora, não é apenas um querer.
Se a palavra amor leva tempo pra dizer, não é agora que vou morrer.
Penso que posso tentar evitar um sofrimento que alguém paga preço,
Mas o preço está em tudo a ser pago, não adianta se esconder.
Tento me calar de ante de ti, mas o que sinto me obriga a dizer.

"Bem no alto ou bem lá embaixo.
Quando você está muito apaixonado para esquecer.
Mas se você nunca tentar, nunca vai saber.
O quanto você vale."

Sentido vivo

Prefere acreditar no que convêm, 
Mas o coração desperta atenção.
Mostra com o tempo que 
Ninguém é feliz tendo amado 
Apenas uma vez e que tudo 
Escrito está para que aconteça.
Veja nas paredes manchadas
Desenhos mostrando caminhos.
Não se perca na insegurança...
A culpa dele, igual é do destino, 
Que de maneira tortuosa reside.
Levante-se para estar e abra 
Porta que encostada não pode mais.
Construção dogmática desenvolvida 
No que vivo encontra-se entre dois.
É tempo de um novo despertar,
No meio do caminho não pode ficar.
Faça o que for preciso...
Uma força desconhecida verá 
Quando olhar na direção que à aguarda.
 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Segue por pensar

Criaturas que o habitam. 
Vozes que não findam. 
Gritos que não se escutam. 
Gemidos que sente ao todo.
Forças esvaecidas. 
Momentos de contentamento 
Descontente pairando sobre gente.
Não há como negar o desespero. 
Sepulcro da língua em mesmo repertório,
Argumentos disparados com Browning . 50
Que nada aparenta atingir.
Em máximo atrai algum sorriso, 
Mas não é só disso preciso.
Duvidas no semblante não quer ver.
Afinal culpa quem tem por ser assim?
E como lutar sem ser inconveniente?
A cada dia se corre um novo risco...