quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cerimônia

Espírito corrupto esquece-se de quem é.
Solto ao
caos da enfática monotonia
Acompanhando esse ser.
Sujeitado ao guia da ilusão ordinária,
Massacrado eternamente sem defesa.
Preso a uma sensação obscura de ódio e prazer.
Saboreia em negação, acusando
Existência rara de aberração.
Lindos lábios que pronunciam a
Descoberta da nobreza em demônio.
Transformando sua realidade,
Completando com sua sabedoria.
Afeição pela maldade que dentro está.
Em união a de se libertar da aflição,
Grande sacrifício necessário
Sem pressa espera.
Desenvolve suas habilidades em aguardo
Para que dia adiante aplique com provento.
Longa jornada já se passou até encontrar.
Estrela ébria, que o faz, sóbrio e sombrio.
Curva de linha que tamanha beleza,
Profundas cicatrizes oculta de si
Aquilo que a alma chora.
Devora própria carne de desejos.
Em altar coberto de fogo logo estará,
Vestida reluzente de negro.
A cerimônia vai começar!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem dirá que a escolha é viva,
Quem dirá qual a escolha a fazer.
E com o que se preocupar se tudo...
Se tudo que tem de acontecer, 
Apenas acontece.
A liberdade de viver e ser feliz
Da forma que se é, está nas mãos
De quem quer o que sabe que quer.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Inquietude da alma

Quando não busca encontra.
Encontra o querer em que agrada
E faz se sentir alguém.


Porém lúgubre é esse querer,
Por nada se poder ter.
Fica somente o inicio do que
A esperança tem a oferecer.


Morrendo ao pouco que se passa,
Fazendo somente com que angustia
Dessa alma cansada possa crescer.


Nos devaneios que se passam
Enruga a carne e atrofia confiança.
Ingrata crianças dos olhos
Em que em outros somente se vê.


Terrível destruição hipócrita
No viver amplo dos que falam
Sem ter nada a dizer.
Cego de uma inquietude que o cala.

Interminável construção de um sonho
Do qual não se pode ter.
Incompleto e tortuoso sentido
Ocorrem principados, em que revela o quão
Obscuro seu findar poderá ser.


Nada que trás algum sorriso e bela expressão
Tem a durabilidade que deseja.
Tudo é tão breve como o
Inicio e rasgar papel que nada vale.
Somente as palavras certas se tardam.


Deslize temperamental que muda
Constantemente. 
Não tem pra onde correr.
Descobre na inquietude da
Existência que não há nada a viver,
Mas nada também se tem a perder.


Não pode por muito estar preso
A emoção do querer.

Refugio


Quisera algum dia cavar um poço
O quanto tanto pudesse fundo.
Quisera no mesmo se guardar
De todos os horrores por si ditos.
Quisera nele de tudo fugir.
Fugir de sua própria existência,
Aterrorizado com sua representação
Diante de tantos pensamentos imundos.
Ao que tudo indica ser essa existência
A culpada por mau e nada ser.
Em todas as influencias recebidas
Longa e lenta absorção que o moldou
A forma do "mestre"

Ao qual segue sem haver o
Querer de seguir qualquer...
Transformação desde as entranhas inicias
Derramando o vinho sagrado em sua criação.
Causador dos estigmas presente
No que chama de espírito.
Quão forte dom opressor que não o liberta.
Apresenta belos sorrisos e um mar de
Falsas esperanças de um lar saudável.
Corrompe ao próximo por um segundo,
Para dele resguardar sua cria.
Maldita sensação de que não adianta
Nem mesmo da morte se compadecer.
Somente se jogar no fundo poço e de
Todos os maus desejos se esconder.

sábado, 9 de julho de 2011

Destrutivo

Se acaba aos poucos.
Enforca em sua corda
Do desassossego interminável. 
Destrutivo consumo de sua
Alma podre e inconfiável.


Cerca seus sorrisos mortos
Na pura embriagues da falsa
Negação de si mesmo.
Culpando ao acaso nada,
Ninguém por não ter a que dizer.


Um pouco mais e nada mais.
O que mostra não possuí feição,
Zelo da corrupção feitio febril 
A quem não tem o que oferecer.


Desengana com o pouco que resta
A mente poluída da percepção. 
Que em momento se põem a seu leito 
Esperando a chegada do que se demora, 
A surgir sem compaixão.

Mundo fechado da oposição que o atrai.
Atrai sem ter o que dizer...
Apenas trás na angustia a impaciência, 
Essa o destrói aos poucos sem saber.


Vida vivida
Morte do corpo que tarda aparecer.
Visa o consumir lento e repudiável 
Daquilo que não se tem. 
Ó santa destruição implacável
Que lhe parece piada de mau gosto. 


Sobreposto tudo que joga fora
Para não se compadecer  
Da dor que aflora agora escondido 
No vazio de seu ser ridicularizado por si.
Ao não ter palavra exprime sua sujeira
Relevante a ponto de sua indigência.