segunda-feira, 11 de julho de 2011

Inquietude da alma

Quando não busca encontra.
Encontra o querer em que agrada
E faz se sentir alguém.


Porém lúgubre é esse querer,
Por nada se poder ter.
Fica somente o inicio do que
A esperança tem a oferecer.


Morrendo ao pouco que se passa,
Fazendo somente com que angustia
Dessa alma cansada possa crescer.


Nos devaneios que se passam
Enruga a carne e atrofia confiança.
Ingrata crianças dos olhos
Em que em outros somente se vê.


Terrível destruição hipócrita
No viver amplo dos que falam
Sem ter nada a dizer.
Cego de uma inquietude que o cala.

Interminável construção de um sonho
Do qual não se pode ter.
Incompleto e tortuoso sentido
Ocorrem principados, em que revela o quão
Obscuro seu findar poderá ser.


Nada que trás algum sorriso e bela expressão
Tem a durabilidade que deseja.
Tudo é tão breve como o
Inicio e rasgar papel que nada vale.
Somente as palavras certas se tardam.


Deslize temperamental que muda
Constantemente. 
Não tem pra onde correr.
Descobre na inquietude da
Existência que não há nada a viver,
Mas nada também se tem a perder.


Não pode por muito estar preso
A emoção do querer.

Refugio


Quisera algum dia cavar um poço
O quanto tanto pudesse fundo.
Quisera no mesmo se guardar
De todos os horrores por si ditos.
Quisera nele de tudo fugir.
Fugir de sua própria existência,
Aterrorizado com sua representação
Diante de tantos pensamentos imundos.
Ao que tudo indica ser essa existência
A culpada por mau e nada ser.
Em todas as influencias recebidas
Longa e lenta absorção que o moldou
A forma do "mestre"

Ao qual segue sem haver o
Querer de seguir qualquer...
Transformação desde as entranhas inicias
Derramando o vinho sagrado em sua criação.
Causador dos estigmas presente
No que chama de espírito.
Quão forte dom opressor que não o liberta.
Apresenta belos sorrisos e um mar de
Falsas esperanças de um lar saudável.
Corrompe ao próximo por um segundo,
Para dele resguardar sua cria.
Maldita sensação de que não adianta
Nem mesmo da morte se compadecer.
Somente se jogar no fundo poço e de
Todos os maus desejos se esconder.

sábado, 9 de julho de 2011

Destrutivo

Se acaba aos poucos.
Enforca em sua corda
Do desassossego interminável. 
Destrutivo consumo de sua
Alma podre e inconfiável.


Cerca seus sorrisos mortos
Na pura embriagues da falsa
Negação de si mesmo.
Culpando ao acaso nada,
Ninguém por não ter a que dizer.


Um pouco mais e nada mais.
O que mostra não possuí feição,
Zelo da corrupção feitio febril 
A quem não tem o que oferecer.


Desengana com o pouco que resta
A mente poluída da percepção. 
Que em momento se põem a seu leito 
Esperando a chegada do que se demora, 
A surgir sem compaixão.

Mundo fechado da oposição que o atrai.
Atrai sem ter o que dizer...
Apenas trás na angustia a impaciência, 
Essa o destrói aos poucos sem saber.


Vida vivida
Morte do corpo que tarda aparecer.
Visa o consumir lento e repudiável 
Daquilo que não se tem. 
Ó santa destruição implacável
Que lhe parece piada de mau gosto. 


Sobreposto tudo que joga fora
Para não se compadecer  
Da dor que aflora agora escondido 
No vazio de seu ser ridicularizado por si.
Ao não ter palavra exprime sua sujeira
Relevante a ponto de sua indigência.

"Opium – Diários De Uma Mulher Enlouquecida"

"Farei com que você saiba
Que eu sou um braço do teu Deus,
O próprio Deus.

Eu fui o primeiro ser vivo,
Minha parte superior é impetuosa
Como o sol em raios que dão vida
As almas dos mortos.

O sol é o próprio Deus.

O sol lança milhões em milhões de feixes elétricos.

Inicialmente tudo começou a girar a minha volta,
Enquanto o imenso calor desenvolvido
Se liberta compactado a própria terra.
Isto é, como eu criei a terra e as estrelas
Ganhei o nome de Deus,
Mas o mal reside em minhas células.

Sim! O mal reina no mundo todo.

Para cada pessoa eu tenho um braço invisível
Através do qual eu governo o mundo.
Este braço invisível é que organiza o destino das pessoas,
Cada passo e pequenas ações.

Eu sou o braço do seu Deus."

Visão

Olhar fixo em teto parede
Mistura de figuras varias distorcidas.
Uma visão do inferno o ocorre,
Tenta se livrar das imagens,
Mas sem êxito.
Corre sem do seu lugar sair.
Comprimisse e reprimisse,
Julga necessário a fuga.
Nada adianta, não a para onde fugir.
Sabe se que perdido está.
Somente ele mesmo em sua angustia
Poderá se encontrar.

Cava ao espaço em movimentos
Com as mãos, em uma suavidade
Que o tempo não está para ele.
Sentiu no ardor de sua existência seca
A brutal crueldade em que tal intensifica.
Da-se demais ao imaginar que sua
Procura pode estar em findar
Encontrando a ultima peça
Para que o rito sublime passe a se completar.

E tudo gira, ronda gigante infernal.
Sobe o muro da fragilidade de quem
Não toca noticias de jornal.
Avulsos são os segredos mortais,
Que sua passagem já não passa de estar.
Alvejado por seus preceitos sem igual
Diferisse do mundo que em
Silêncio estagnado refuta suas malditas
Palavras.