sábado, 10 de dezembro de 2011

Afinal, Você é Minha Vida!

Sou um cara complicado,
Vivo estranhamente emaranhado.
Minhas personalidades inúmeras
Escondem o palhaço das loucas perdições.


Não venha pensar tão mal de mim,
Pois nem sei de onde vim.
A bela adormecida despertara
Quase na hora da partida.


Aonde foi que deixou
O coração do amor,
Que tão suave esperou
E agora tem medo do amor?


Amor, amor, amor...
Por favor,
Entenda-me,
Não sei entender.


Talvez por isso amo,
Amo a ela.
Tão bela que brilha
Nas noites sagradas,
Chega arrepia as almas.


Tão carentes sem inocentes,
Corre perigo iminente,
Sabem até o que sentem,
Mas antes de tudo concordo
E figuro em cena.


Vamos criar um novo cinema,
Cinema das cores que nos abstemos.
Sem que se acalme o peito,
Não acordaremos.


Corpos padecem ao chão,
Esquerda partidária
Que contraria,
A negação és tão linda!


Afinal você é minha vida!



"Minha vida era um palco iluminado,
E eu vivia vestido de doirado,
Palhaço das infinitas ilusões...


Com minha gafe, que desde já lhes peço perdão, mas foi-me conveniente expor tal figuração.
Trecho de Silvio Caldas

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