sábado, 9 de julho de 2011

Visão

Olhar fixo em teto parede
Mistura de figuras varias distorcidas.
Uma visão do inferno o ocorre,
Tenta se livrar das imagens,
Mas sem êxito.
Corre sem do seu lugar sair.
Comprimisse e reprimisse,
Julga necessário a fuga.
Nada adianta, não a para onde fugir.
Sabe se que perdido está.
Somente ele mesmo em sua angustia
Poderá se encontrar.

Cava ao espaço em movimentos
Com as mãos, em uma suavidade
Que o tempo não está para ele.
Sentiu no ardor de sua existência seca
A brutal crueldade em que tal intensifica.
Da-se demais ao imaginar que sua
Procura pode estar em findar
Encontrando a ultima peça
Para que o rito sublime passe a se completar.

E tudo gira, ronda gigante infernal.
Sobe o muro da fragilidade de quem
Não toca noticias de jornal.
Avulsos são os segredos mortais,
Que sua passagem já não passa de estar.
Alvejado por seus preceitos sem igual
Diferisse do mundo que em
Silêncio estagnado refuta suas malditas
Palavras.

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